1. TORUS

(Júnior Bocão)

 

Queima o corpo em chamas e elas não cessam jamais. 

O mundo a sua volta é você que faz! 

A Terra, o fogo, o Cosmos, a água e o ar 

E tudo mais é possível, e para além será! 

Sinta sua alma em seu corpo, sua mente te libertará: 

Há um círculo abundante, envolvente e nele você está. 

 

A flor da vida replica, se multiplica e dá forma: 

Basta um compasso disposto, e o mistério é o que sigo e partilho. 

Perceba, pare e pense (acreditar é o suficiente): 

O Universo nos une e te liga a tudo que você possa sonhar! 

E tudo existe em um copo: 

Num só gole eu bebo um Cubo de Metatron, 

E neste exato instante a energia circula pulsante, vibrante e constante.

 

Ana Galganni – voz | Júnior Bocão – guitarras , contrabaixo, teclados e programações | Leandro Amorim – bateria | Luciano Brandão – percussão


2. ILUMINAR

(Ana Galganni / Júnior Bocão)

 

Há quem veja ali aos pés de si e só caminhe junto da razão. 

Há quem veja além, seguindo o risco de enfrentar a dor e a provação, 

Mas ninguém consegue ser feliz dentro de um furacão. Oh, não! 

 

Bem mais justo só querer o bem e só dar de si o que é melhor, 

Mas ninguém percebe a perfeição que é acender a própria luz 

E, sem querer… Iluminar!

 

Ana Galganni – voz, pandeirola | Júnior Bocão – voz, guitarras, programações, percussão e teclados | Leandro Amorim - bateria | Pedrão Baldanza – contrabaixo | Ross McCrae – Trombone

 


3. CÉU DO MIAÍ

(Ana Galganni)

 

Quando apago a luz, o óbvio cobre a cara. 

Fecho os olhos do corpo, e a luz da mente fica mais clara. 

Esqueço as mazelas da vida, deitada sob o céu de abril. 

Pra quê tanta lâmpada acesa, se é no escuro que a beleza existe?

Enxergo a nobreza da vida aonde o breu do mal inexiste.

 

Deixar o Sol partir, viver o presente, 

Anoitecer naturalmente pra que a gente possa ver 

 

Que também somos estrelas, que nós também somos belas! 

Somos, assim como elas, liberdade e explosão… 

Que também somos estrelas, que nós também somos belas! 

Somos, assim como elas, seres de luz e ilusão. 

 

Quando apago a luz, o mundo gira… 

A noite estende seu colar de estrelas sobre mim. 

O céu oferta diamantes, gemas cadentes... 

Vamos olhar mais pra cima! 

Expandir os horizontes, redescobrir o que há ainda. 

Projetar os desejos, curar nossos anseios.

 

Ana Galganni – voz, flauta e teclados | Júnior Bocão – programações e contrabaixo | Eneko Rodriguez – violinos e violas | Anat Nevo – violoncelo


4. SUPERNOVA

(Ana Galganni / Júnior Bocão / Vitor Pirralho)

 

Eu olho pra cima e fito o infinito de probabilidades, relatividades,

Possibilidades novas de contato e abstração. 

Eu olho pra baixo e sinto o peso dessa gravidade, 

Da humanidade sem imunidade pra sobreviver à própria evolução. 

E aqui dentro de mim o labirinto da realidade 

Faz a criatividade socorrer a sanidade

Pra seguir em busca de uma conclusão! 

O Universo responde à nossa vibração, 

Causa e efeito vigoram em qualquer dimensão - 

Do micro ao macro, da ideia ao ato, do real ao simulacro – 

Somos, (tudo e todos), filhos da mesma explosão. 

 

Nascedouro d’estrelas, como concebê-las? 

Mistificá-las ou percebê-las pelas escalas da velha ciência? 

Que se faz divina, supernova e autêntica 

Por quem, a própria vida, atribui à força suprema, 

Ou simplesmente ao Thelema. 

Esquema hermético, imagético tema, ópera sabonete, 

Marionete cinema, imaginário do povo, inconsciente do mundo, 

Clichê de se arrepender quando se está moribundo. 

A quem pertence o futuro? Foi deus que te deu? 

Eu acho o teu discurso um tanto que fariseu.

 

Ana Galganni – voz | Júnior Bocão - programações, vocal, contrabaixo, teclados e guitarra | Marco Túlio Souza – guitarra  | Vitor Pi – voz | Jason Meekins - bateria


5. AMARÉ

(Júnior Bocão / Luís Nenung)

 

Soprei as telhas sob o céu no espelho do espaço em que me vi,

Inundado da imensidão (como sei que sempre fui, só que esqueci).

Estrelas voam entre os pés e teus cabelos são um rio, agora eu vi:

Um só corpo que navega a anos-luz… Dançamos nus, fazendo a música surgir.

 

E eu quero sonhar sem retornar à ilusão;

Livrar o que é real, pois já não cabe na razão. 

 

Tantas vidas pela Terra acreditando que isso é tudo entre o começo e o fim…

Tão cansados de acreditar, sem ter de volta a liberdade de viver em si…

As formas duras da prisão onde trancaram o amor que até bem pouco conheci

Pois amar é a maior subversão… Seremos nós a rebelar, e não fugir. 

 

Olhe no olhos do seu medo e se abandone, pois a coragem deve vir do coração.

Como prender o nosso amor, se não tem nome? Por sabotar as provas de haver solidão?

Você é essencialmente diferente (igual a tudo mais).

Vem ser vitória sobre a dor que nos consome

Esse vício de mentiras tão normais. 

(Amar é a maior subversão, diante das mentiras da razão).

 

Ana Galganni  - voz | Júnior Bocão - guitarra, violões, teclados | Marco Túlio Souza - violão de aço | Hana Piranha – violino | Lee Marcucci – contrabaixo | Luciano Brandão – percussão | Jason Meekins – bateria


6. BINAURAL WAVES

(Ana Galganni)

 

I was flying so high, surfing on the sound waves of my joy.

Crossing out the sky, dressed in the wings of my mind.

I was dreaming awake with eyes closed, hand in hand with my imagination

Feeling my body shaking in the vibrations like a cicada that sings until reach a new dimension. 

 

Don’t you wanna come with me?

Don't be afraid 'cause all those waves will guide us, yeah!

That's why I'm singing this song for you, (get up and feel the binaural waves, and feel the binaural) That's why you're singing this song with me.

  

Ana Galganni  - voz, teclados, flauta e programações | Júnior Bocão - lap steel, contrabaixo | Élan Noelle – vocal | Leandro Amorim - bateria


7. COLLEGE PARK

(Chris A. Cummings - Editado por Tin Angel)

Tradução: Ana Galganni

 

Um coral de anjos cantou no porão do College Park.

Um retrato fantástico da hora em que você chegou.

E o que estava perdido em minha alma te encontrou, lá no College Park.

Achei meu amor no porão do College Park! 

 

A sorte lança as pedras sobre as águas.

A sorte lança as pedras sobre as águas calmas

E o que era deserto vai brotando e renascendo em nós...

A sorte lança as pedras sobre as águas. 

 

Mais uma vida renascida graças ao amor,

Pelos símbolos que escolho pra nos proteger.

Palavras e ações são amuletos que temos que ter;

Agir e falar – eu sei que posso contar com você.

 

Há uma trilha pro futuro que temos que seguir.

Na luz ou na escuridão, nós vamos conseguir!

Quem espera, encontra a sabedoria pra sorrir.

Fracasso e derrota são só passos pra evoluir.

 

Ana Galganni – voz | Jr. Bocão - contrabaixo  e programações | Dinho Zampier - teclados e programações | Carlos Bala - bateria


8. TODAS AS CORES

(Ana Galganni / Júnior Bocão)

 

Quase nada que sinto é suave quanto o amor que trago em meu peito...

Quase tudo que tenho é pouco, tendo tudo de ti em segredo. 

Quase é pouco e o que me resta é vanguardar entre corredores, paredes e janelas

Pra que entrem todas as cores do dia em que te vi,

Da noite que a mente não apaga… Saudade: eu canto a ti. 

 

O amor é um Universo, e eu, um astro vibrante.

Em busca de outro abraço seu… Eu sigo assim. 

 

Tarde: O sol já se esconde, quase. O céu vai pintando os desejos… 

Só a Lua conhece os mistérios tendo tudo de nós em segredo.

 

Ana Galganni - voz e flauta | Júnior Bocão – guitarra, programações e teclados | Bruno Ribeiro – contrabaixo acústico | Augusto Moralez – vibrafone.


9. SEM REFRÃO

(Júnior Bocão)

 

Parem as buzinas, parem as conversas.

Corram para as ruas, abram suas janelas

E, ao fim do dia, por alguns instantes olhe calmamente para o céu.

Veja o quanto é lindo de se ver.

Porque as coisas são como elas são... É lindo de se ver.

 

Ana Galganni - flauta  | Júnior Bocão – voz, programações, teclados e violão de nylon | Marco Túlio Souza - violão de 12 cordas | Vinícius Junqueira – contrabaixo | Leandro Amorim – bateria | Matt Giella - trompete


10. ESTAMIRAGEM

(Ana Galganni) 

 

Esta miragem que te ilude é real. 

Tudo que é imaginário existe, é e tem: 

A carne visível, a camisa sanguínea, o mal, 

O esperto ao contrário, o otário, o bem… 

 

Me trata com o teu trato, que eu devolvo o teu trato. 

 

Hipócrita: joga a pedra esconde a mão. 

(Escravos disfarçados de libertos fora da prisão). 

Me diga, sem pensar pra responder, 

Se quem tem medo de dizer a verdade escapa de morrer. 

 

Eu sou a beira do mundo, eu sou a beira. 

Eu sou esta miragem, Estamira.

 

Ana Galganni – vozes, teclados, programações  | Júnior Bocão -  guitarras, contrabaixo e programações | Sonic Júnior – bateria e percussão | Wado – vozes


11. EQUILÍBRIO

(Ana Galganni / Júnior Bocão)

 

A mão que segura o martelo, e aquela com o gatilho a puxar.

Dinheiro sujo, jogos de poder e religião que ruirão sem cessar.

E o povo que sustenta a pirâmide não sabe mais em quem confiar…

São seres rudes, insensíveis detendo a visão na intenção de tudo demenciar. 

 

Te dão moedas em troca da real ascensão…

Escravizados e cegos, somos todos irmãos.

Paralisia mental, desarmonia total, ansiedade geral, rivalidade global,

Hipocrisia fatal, calamidade moral, desequilíbrio espiritual…

 

O lado direito da mente clama por um pouco mais de atenção!

O tempo urge e é bom você se preparar:

Abra a janela, deixe a luz entrar com seu prisma vital

Medite e esqueça da loucura cruel, racional

Resgate seu propósito original.

 

Ana Galganni – voz e flauta | Júnior Bocão - programações, guitarras e teclados | Vinícius Junqueira – contrabaixo | Carlos Bala - bateria